Designer brasileiro utiliza impressão 3D para criar peças de arte.

Designer brasileiro utiliza impressão 3D para criar peças de arte.

Marcelo Pasqua defende que escultura tridimensional permite um nível de manipulação do objeto que a escultura tradicional limitaria

Impressoras 3D parecem ter
uma vocação inesgotável. Nos últimos anos, a tecnologia
tem sido utilizada para criar desde próteses médicas a vestidos,
jóias e acessórios, casas e até mesmo órgãos humanos funcionais.

Artistas contemporâneos e designers também veem no método uma nova
forma para criar e até mesmo reproduzir suas próprias obras, já que na
impressão 3D o conceito de originalidade pode ser questionado devido a
sua possibilidade de escala e reprodução.

No caso do designer e artista brasileiro, Marcelo Pasqua,
27, não faz muito tempo que ele deixou de lado o carvão e a argila para
manipular o plástico como uma das suas principais matérias-primas.

Formado em Design pelo Instituto Europeo di Design, em São Paulo, foi
em Firenze, Itália durante curso na Academy of Art em 2010, que teve
seu primeiro contato com a impressão 3D.

Entre as ferramentas de trabalho atuais, softwares de modelagem
tridimensional, um escâner portátil, uma mesa digitalizadora e uma
impressora 3D caseira. Atualmente, uma de suas obras se encontra na 5ª
Bienal Brasileira de Design, que acontece em Florianópolis, SC.  Em
 “The Venus”,  Pasqua se apropria da figura da Vênus de Milo para
discutir o ideal de beleza ao manipular suas curvas e formas.

Para ele, a escultura tridimensional permite um nível de manipulação
do objeto que a escultura tradicional limitaria. “Você muda todo o
processo de criação quando inclui a tecnologia.”, defende.

No entanto, ressalta, é ainda cedo para discutir um mercado de arte
dedicado à criação com base em impressoras 3D, uma vez que o próprio
movimento maker no Brasil começa a sair dos early adopters.
Iniciativas privadas e públicas têm incentivado o fortalecimento e
criação dos Fab Labs, laboratórios de fabricação digital que contam com
máquinas de última geração – incluindo impressoras 3D – e tecnologias
digitais para criar objetos sem depender da escala industrial.

Em São Paulo, a Prefeitura Municipal anunciou no início deste ano que
pretende implantar 12 laboratórios de tecnologia abertos à população. A
previsão é que as primeiras unidades sejam inauguradas ainda este ano.

Utilizar impressoras 3D como plataforma para criação de obras de arte
também implica em discussões referentes desde a direitos autorais à
própria questão do conceito de originalidade.

No movimento Do it Yourself, que encontra na Internet uma de suas
inspirações e força motriz, projetos de criação abertos podem ser
apropriados e reproduzidos por qualquer pessoa.

Para Marcelo Pasqua, no digital, a tendência é que a matriz do objeto de arte criado se torne a própria ‘obra’ de arte.

“A gente não para de produzir porque tem receio de que alguém vá se
apropriar do seu trabalho. Eu acredito que o diferencial também se
encontre no trabalho final e no próprio conceito da arte apresentada.
Replicar, na verdade, é uma das vantagens com o digital”.

Via: Boa informação

 

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